quinta-feira, junho 05, 2014

Abra os olhos e o coração

Boa noite a tod@s presentes.
Meu nome é Anna sou da Museologia Ufg 1°período e venho através dessa concessão de fala transmitir a vocês algumas questões a serem refletidas.
Durante essa semana no nosso seminário Museu, Memória e Ativismo, tivemos a oportunidade de conhecer projetos, trabalhos que de certa forma nos instigaram a novos olhares mais críticos ou até de livre concordância.
Não somente pela exposição de idéias, mas também, nos faz pensar até que ponto nossos museus, memórias estão ligados ao ativismo social.
Fomos colocados a pensar em questões que muitos tem conhecimento de causa mas, por ter outros grupos já trabalhando naquele sentido acaba achando que seu conhecimento não é suficiente.
Não podemos cruzar os braços e nosso conhecimento diante dessa sociedade desigual que vivemos, onde a acessibilidade a todos é negada por estigmas, preconceitos e marginalizações.
Vemos a banalização do conhecimento. A desigualdade de expressão onde o mais instruído influenciado pela ganância se faz superior aos seus.
Quantos estudantes, professores, conhecedores, lavadeiras, garis, marceneiros independente de profissão tem conhecimento ora garantido por instituições ou impiricamente são calados diante da opressão do capitalismo. O famoso você vale o que você tem.
Penso que em um país que a copa do mundo veio pra oprimir as classes que não conseguem pagar um plano de saúde que não funciona e acabam morrendo em filas de atendimento ou de espera de vagas.
Em um país onde deputado, ator, jornalista, médicos e outras profissões ganham mais que aqueles que os levaram a tais títulos.
Um país onde o preconceito seja ele pra quem for ainda é tratado como:
O PRECONCEITO MATA MAS VAMOS ENROLAR A LEI PRA FICAR IMPUNE.
Impunidade essa que faz parte de nossa memória e que muitos já fizeram vista grossa em certos momentos.
Nós aqui hoje reunidos temos uma obrigação moral como estudantes, professores, comunidade, formadores de opinião, mudar nosso país.
Somos negligenciados a todo tempo.
Vivemos em uma sociedade que certos acontecimentos só deixaram de acontecer no Brasil quando se deram conta do grande mal que causaram como por exemplo a Síndrome da Talidomida, que o medicamento Talidomida só foi retirado 4 anos depois da descoberta das má formações em fetos do mercado brasileiro enquanto que a proibição em outros paises foi imediata.
O uso de agrotóxicos que matam e deformam mais e mais pessoas. As mulheres escalpeladas e entre outras NEGLIGÊNCIAS SOCIAIS.
Até quando mulheres e mais mulheres sofrerão todo tipo de violencia e terão que ficar caladas???
A sociedade que não tem meio de transporte até quando vai sofrer abusos morais em conduções lotadas e sem segurança???
Até quando ficaremos reféns do medo?? Até quando teremos que nos calar para essa sociedade hipócrita??
Precisamos lutar, fazer com que nossa voz seja ouvida. Não podemos nos entregar.
Temos que estimular a educação como principio obrigatório. Minha mãe sempre diz: O conhecimento é a riqueza que ladrão não leva, a traça não roe e a ferrugem não come.
Volto a dizer, nós como formadores de opinião somos educadores e precisamos nos movimentar.
Precisamos resgatar a memória e a cultura dos povos para que seja lembrado não somente os nossos dias de glória mas, nossos dias de luta. Que essa vai continuar por um pais da EDUCAÇÃO HEXA CAMPEÃ, DA SAÚDE HEXA CAMPEÃ E DA QUALIDADE DE VIDA HEXA CAMPEÃ.
Não somos contra a Copa, somos contra o capitalismo nela envolvido que vai contra essa nação.
Enquanto estádios padrão FIFA estão com cadeiras para 40, 50, 60 mil pessoas nem 1% frequenta as escolas diariamente enem 1% desse numero corresponde as vagas de leitos nos hospitais disponibilizadas pela rede pública de saúde.
Vamos investir não em estádios que não chegam nem aos pés de outros países mas no esporte como fonte de erradicação do trabalho infantil, da marginalidade infantil, da evasão estudantil.
Vamos trazer para nós não somente a educação simples mas a educação ética porque a EDUCAÇÃO SIM É O FUTURO!
E com essas palavras quero convidar a tod@s a uma reflexão eterna.
O QUE EU QUERO PARA O MEU PAÍS?

'SEJA VOCÊ A MUDANÇA QUER VER NO MUNDO'. MAHATMA GANDHI

BOA NOITE."

Concessão de fala dia 30 de maio de 2014 durante o encerramento do II SEMINÁRIO INTERNACIONAL MUSEUS, MEMÓRIA S E ATIVISMO.